A Associação dos Procuradores do Distrito Federal (APDF) está comemorando a longeva carreira dos quatro procuradores mais antigos da PGDF. São 31 anos de dedicação à instituição. Alfredo Henrique Rebello Brandão, Carlos Mario Silva Velloso Filho, Luiz Eduardo Sá Roriz e Sergio Carvalho fazem parte do grupo de 22 empossados no primeiro concurso da PGDF, realizado em 1986, cuja posse aconteceu em 3 de junho de 1988, antes da promulgação da Constituição Federal.

Os procuradores viram de perto o nascimento e a evolução dessa que é, hoje, uma instituição sólida e indispensável para a administração pública. Além de vivenciar e contribuir para os principais acontecimentos da capital no período.

Formado em Direito pela Universidade de Brasília, Alfredo Brandão começou sua carreira jurídica como advogado particular, mas seu apreço por direito público o fez investir em concursos e assim começou sua jornada na PGDF. “Só tenho a agradecer esse período todo. Nós vimos a consolidação do DF, da representação política, a criação da Câmara Legislativa, o SUS ser implantado, todo o sistema viário da cidade. Vimos os primeiros governadores eleitos e a procuradoria sempre conduzindo da melhor forma possível os interesses da parte jurídica do DF”, conta.

Cinco anos depois de sua posse, Brandão foi nomeado Procurador-Geral do DF. Durante sua gestão, entre outros feitos, teve a oportunidade de participar da criação do Centro de Estudos da PGDF e da implantação do Metrô em Brasília. Na mesma época foi criada a Câmara Legislativa do DF e publicada a Lei Orgânica do DF, momento em que a Procuradoria teve de propor inúmeras Ações Diretas de Inconstitucionalidade para adequar a LODF à Constituição Federal.

Para o subprocurador-geral Carlos Mario, olhar para trás é motivo de imensa alegria. “Eu entrei com 25 anos e estou com 56 anos. Tenho um verdadeiro amor pela procuradoria, pelo DF e gosto muito de pertencer a essa carreira. Quando entrei, fui lotado na terceira subprocuradoria-geral, que cuidava de bens públicos, patrimônio urbanístico e responsabilidade civil”, recorda-se.

Natural de Belo Horizonte (MG), Carlos Mario veio para Brasília com apenas 15 anos, em 1978. Na capital, formou-se em direito, pela UnB, em 1985. “É muito gratificante ver o Distrito Federal preservado e saber que certamente há a contribuição de um Procurador do DF nas coisas boas que a gente vê”, aponta.

O subprocurador-geral Luiz Eduardo Sá Roriz diz que sempre desejou a carreira. “Uma alegria muito maior é a gente ver essa procuradoria nascer e mudar. Ver a evolução, a necessidade que ela tem para o Estado. A procuradoria consegue me ensinar um pouco a cada dia, isso tem agregado à minha vida jurídica. Ver os novos procuradores e participar com eles é sempre uma troca de energia positiva, de conhecimento. É importante uma instituição estar sempre renovando, trazendo pessoas com boas colocações, nível intelectual muito bom, agrega muito”, reflete.

Goiano de nascimento, Luiz Eduardo sempre viveu em Brasília e se orgulha dos cargos que acumulou ao longo de sua trajetória, incluindo a presidência da APDF, de 1992 a 1996. “Passei por todas as subprocuradorias: pessoal, militar, contratos, meio ambiente, fiscal. Fui um dos poucos que passou por todas essas especializadas e isso é muito bom. Um procurador tem que ter conhecimento geral. Eu já tive alguns cargos na administração pública. Fui diretor da Terracap e da CEB, onde estou hoje”, destaca.